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Problemas de comportamento

Entendendo o seu gato

Os gatos não são disciplinados da mesma forma que os cães.

O cães formam uma hierarquia social, que o homem usa para o domesticar, tornando-se o líder do cão.



Os gatos formam grupos sociais apenas em caso de necessidade e esse grupo respeita territórios e não um chefe.


Não bata no seu gato ou use outra punição física qualquer, pois apenas estará a ensiná-lo a ter medo de si.


Como os gatos detestam ser surpreendidos, use objectos que produzam barulho, como uma lata de refrigerante com algumas moedas dentro, sempre que o apanhar a fazer algo que não deva. Mas a repreensão só funciona se for feita na hora em que ele está a fazer asneira, depois não adianta, ele não perceberá o porquê.

Outro método, é empurrar a cabeça do gato, com a palma da mão. Não bata, apenas empurre sua cabeça com gentileza, mas dizendo um não firme.



Os gatos são como ter crianças pequenas em casa. Mantenha objectos que se partem ou perigosos longe do seu alcançe, as estantes de livros devem ser estáveis e firmes, assim como prateleiras, etc.
Treine o seu gato desde pequeno, será mais fácil que ele aprenda nessa idade, o que pode e não pode fazer. Muitas vezes o que é engraçado no filhote não é engraçadao quando ele se torna adulto, mas aí, tarde demais para o ensinar a não fazer.






Borrifar Urina
Alguns gatos apresentam o hábito de borrifar a casa com xixi.
Para se poder diagnosticar correctamente, é necessário diferenciar entre problemas físicos, como SUF (Sindrome Urológica Felina) ou cistite e problemas comportamentais, como marcação de território.
De uma forma geral, o borrifo de xixi, é mais comportamental, e urinar em local inapropriado, costuma ser por causas médicas.


Limpe sempre o local, mas evite o uso deprodutos à base de amoníaco, porque só irão atrair mais ainda o gato.
A maior parte dos gatos não castrados apresenta o comportamento de marcação de território com spray de urina. E o cheiro da urina é mais forte do que a urina dos castrados.
Cerca de 10 a 20% dos castrados, continua com o hábito de borrifar.









Arranhar os móveis
Dê ao seu gato um "poste de afiar as garras". 

Mostre contentamento sempre que ele usar o poste.


Para evitar que arranhe os móveis, cole no local em que ele arranha, uma fita adesiva de dupla face.
Verifique o tipo de material usado no poste de afirar as garras. Eles não gostam de tecidos ou materiais em que suas garras fiquem presas, e se isso acontece, eles não usam o poste. Corda e madeira são materiais que eles apreciam muito.
Alguns preferem o poste vertical, outros, o horizontal.








Agressividade - em filhotes
A agressividade nos filhotes, geralmente é sob a foma de "brincar de lutar", uma preparação para futuros combates reais.
Essa agressividade, normalmente, é dirigida para os pais e irmãos de ninhada.
Se o gatinho morde com força, ele irá receber a mesma dentada de volta, e os irmãos podem parar de brincar com ele, como forma de punição.
A brincadeira dos filhotes, é também como um treino para caça, envolvendo ataques surpresas e tocaias. Na vida selvagem, saber caçar significa sobreviver.
Os ataques dos filhotes envolvem morder e arranhar.
Se seu gato se excede nas brincadeiras de lutar com você, antecipe os seus movimentos preparatórios para o ataque e impeça-o, como por exemplo, agitando a lata de refrigerante com as moedas. Ele será surpreendido e assustar-se-á, frustando o ataque.
Não lhe dê atenção por algum tempo, até ele se acalmar. Ele irá aprender a brincar da forma mais adequada se o desencorajar a exceder-se.
Não encorage o filhote a morder a brincar na sua mão, ou atacar as suas roupas e os sapatos. Brinque com um brinquedo próprio para ele.
Brinque sempre com o seu gato, use brinquedos com movimento, exercitando-o. Assim ele irá dar vazão ao seu instinto de caça sem atacar os seus pés e os seus tornozelos.

- Gatos que lutam quando um deles volta do veterinário
É muito comum, em gatos que convivem bem há anos, receberem com agressividade aquele companheiro que foi ao veterinário.
É algo transitório, mas se for preciso, o ideal é mantê-los em quartos separados, trocando-os de quarto para que sintam o cheiro um do outro, até tudo voltar ao normal.


- Gatos que ficam agressivos quando idosos
Se um gato demonstra comportamento agressivo sem nunca tê-lo sido no passado, é bom examiná-lo sobre o Hipertireoidismo e outras doenças sistémicas, mesmo que o gato não mostre nenhum outro sinal de doença.

- Agressão extrema contra o dono
Devem ser analisadas todas as possíveis doenças físicas e psicológicas.
Entre as causas físicas temos: Dores crónicas, isquemias cerebrais e problemas neurológicos.
Nas causas psicológicas: Ansiedade, agressividade redirecionada, medo, etc.
Identificar a causa é fundamental para o sucesso do tratamento.

- Agressividade entre gatos
Não ocorre por disputa de dominância, como nos cães, mas por disputa de território.
A disputa entre os gatos pode ser territorial, agressividade redirecionada, ou medo. Também pode ser "brincar a lutar", como ocorre com os filhotes.
A maior parte dos gatos só estabelece seu território por volta dos 2 anos. Esse tipo de comportamento é problemático para animais que vivem juntos dentro de casa.
A agressão entre os gatos é um problema sério, algumas vezes insolúvel, tendo o dono que manter os animais sempre separados.
O uso de tranquilizantes é recomendado para o gato que é agredido. Quando o gato reage com muito nervosismo, arrepia-se e foge do agressor, estimulando a agressividade deste.

O uso de diazepan no gato que é agredido, reduz esse nervosismo e desestimula o gato agressor.
No caso dos cães, já se faz uso de antidepressivos, como o Prozac. Mas o seu uso nos gatos ainda não está bem estudado.






Agressividade e nervosismo
Algumas formas de agressividade fazem parte do comportamento natural do gato, como: a agressão contra outros gatos estranhos que invadam o seu território, uma mãe gata defendendo os seus filhotes de intrusos, etc.
O nervosismo de um gato pode ser por causa genética, experiência traumática anterior ou gatos que até às 8 semanas de vida não tiveram muito contacto com humanos.

A agressão contra as pessoas não é comum, e normalmente quando ocorre é devido a:
- Dor: Quando sente dor o gato não gosta de ser tocado ou incomodado.
- Reação ao toque: Segundo especialistas em comportamento, alguns gatos arranham ou mordem a mão de quem os acaricia, porque se sentem vulneráveis quando relaxam. Ao relaxar, surge a sensação de insegurança e medo e reagem com agressão. Após agredir, eles pulam muito depressa para o chão e lambem-se para se acalmarem.
Com a idade o gato costuma ficar mais calmo.



Nesses tipos de agressividade é preciso ajudar o seu gato a sentir-se mais seguro quando tocado. Sente-se com ele num momento bem calmo, silencioso e sem interrupções. Faça-lhe pequenas festas e pare antes que ele reaja. Recompense-o com comida e palavras, de forma relaxada e calma. Nunca o castigue, para não reforçar a idéia de medo e ameaça ao toque.


- Agressividade re-direccionada: Muito ocasionalmente, os gatos podem agir com agressividade sem razão aparente, "atacando" os seus donos quando estes passam por ele ou tentam ter acesso a um parte específica da casa. Isso é mais comum em gatos que não têm com quem brincar e extravasar suas energias. Os gatos que convivem com outros não têm esse problema.
Os gatos fazem parte de um grupo de animais denominado "predadores". Se fizéssemos uma planta da estrutura básica de um gato, veríamos que entre ele e um tigre, a única coisa que difere é o tamanho. Os felinos são máquinas de caçar perfeitas.
Por isso, mesmo doméstico, o instinto de caça deles é muito apurado.
A percepção de movimento é um componente muito importante na técnica de caça do gato, os seus olhos e ouvidos estão bem preparados para captar movimentos. Quanto mais rápido o movimento, mais o instinto de caça é estimulado.
Para melhorar esse tipo de comportamento, o ideal é fazer com que o seu gato gaste suas energias com brinquedos próprios para gatos, lugares para escalar, etc.


- Agressividade entre gatos:
Normalmente não há problemas em ter mais de um gato.
Alguns conselhos importantes para manter a harmonia doméstica:
Quando introduzir um gato novo num localonde já vive outro, nos primeiros dias, não os apresente logo. Deixe-os separados. Aos poucos irão percebendo que há outro animal na casa, sentirão o seu cheiro e não serão apanhados de surpresa.
Você pode usar as tolhas e cobertores com o cheiro do novo gato e dar ao mais velho para cheirar.
Tenha muita paciência nos primeiros dias, quando os gatos ainda estão a conhecer-se.
É mais fácil introduzir um filhote do que um gato adulto, num local onde já haja um gato adulto. Muitas vezes o mais velho assume o papel de pai ou mãe, tomando conta do mais novo.
Corte-lhes as unhas antes de os apresentar. Grandes amizades começam com muita agitação e pequenos desentendimentos.
Não os deixe a sós, até ter certeza de que se acostumaram um ao outro. Se tiver que os deixar sozinhos, deixe-os separados.
Seja imparcial e trate-os com igual atenção e carinho, evitando que sintam ciúmes.

Ao contrário da crença popular, cães e gatos podem tornar-se amigos, desde que se siga o mesmo processo de ajuste.

Quando começarem a conhecer-se e ficarem no mesmo local, ofereça comida aos dois, para que associem a presença do outro com algo bom.




O filhote
Todos os filhotes são brincalhões. Logo que começam a andar, interessam-se por tudo à sua volta e a querer brincar. Essas brincadeiras são bons exercícios para que se cansem e durmam bastante.
Os gatinhos são como as crianças, não é necessário dar-lhes brinquedos caros. Uma bolinha de papel, uma caixa de papelão para se esconderem, novelos de lã, bolas, são suficientes para que se distraiam durante horas. No entanto, nunca lhes dê brinquedos de borracha, plástico ou com pontas e arestas.

Na falta de brinquedos ou de um companheiro para brincar, tentam apanhar inimigos imaginários ou ficam vagando e reclamando.
Mais tarde passam dessa fase de brincadeiras e começam a perseguir passarinhos, o que faz parte de seu instinto natural de caça




Os gatos não são como os cães, não tente domesticar o seu gato da mesma forma que faria como um cão.
Se for repreender por algo que ele fez de errado, faça-o no exacto momento, ou seja, no na hora da asneira.
Uma boa técnica para mostrar que não quer que ele faça algo, é agitar uma lata de refrigerante com moedinhas dentro. Os gatos odeiam esse barulho e não vão associar a sua voz com algo negativo.
Outro método é utilizar pistolas de água, usadas por crianças, para borrifá-lo sempre que estiver a fazer algo errado, como afiar as garras no sofa e móveis. Mas nunca borrife água nos olhos.



A alimentação do filhote
Dê ao seu gatinho apenas alimento específico para gatos, quer seja ração seca ou em latas. A comida caseira, ou restos de comida, não supre todas as necessidades nutricionais do seu filhote em crescimento, e pode ainda causar problemas intestinais, como diarreia. Uma ração de qualidade, específica para gatos em crescimento, irá fornecer-lhe, na dose certa, todos os nutrientes que o organismo dele necessita para crescer forte e saudável.
Actualmente, as boas rações existentes no mercado já são formuladas com baixo teor de magnésio. O magnésio origina a formação de sais urinários e Sindrome Urológica Felina. O mais importante é deixar á disposição do seu gato, uma boa quantidade de água limpa e fresca.
No primeiro ano de vida, deve deixar o filhote comer quantas vezes quiser. O estômago deles é pequeno, por isso comem com mais frequência do que os gatos adultos. A partir de 1 ano, alimente-o 2 vezes ao dia.
Assim que adquirir o seu gatinho, procure manter a mesma alimentação que ele tinha, só aos poucos e gradualmente introduza uma nova alimentação, para evitar diarreia.